Coronavírus

Autarquia promete rastreio nas escolas secundárias

Professores sentem-se inseguros, diz sindicato

Autarquia promete rastreio nas escolas secundárias
Escolas secundárias com medidas de proteção aos alunos. FOTO: Aline Grupillo

A Câmara Municipal da Covilhã afimou nesta terça-feira (19) ter ampliado o rastreio à Covid-19 nas escolas secundárias do concelho. As unidades de ensino regressaram às aulas presenciais nesta segunda (18) para os alunos do 11º e 12º anos e que irão prestar os exames.

As três escolas secundárias da Covilhã tomaram medidas de proteção para alunos, professores e funcionários. Entre elas, estão a distribuição de máscaras para quem não tiver o equipamento de proteção individual, a medição de tempertatura corporal e a reorganização dos espaços internos de modo a evitar a aproximação entre estudantes e professores.

No primeiro dia de regresso, contudo, o Sindicato dos Professores da Região Centro disse ter ouvido queixas dos docentes e alertou para a baixa testagem à comunidade escolar. A preocupação foi expressa pela coordenadora, Dulce Pinheiro, que entregava um manual com orientações laborais e sanitárias aos professores, à entrada das escolas.

A Câmara Municipal informa que está a terminar o rastreio à Covid-19 a todos os colaboradores de creches e do ensino pré-escolar. Além de abranger os jardins-de-infância, o município decidiu alargar o âmbito dos rastreios ao pessoal docente e não-docente das escolas secundárias. Os testes tiveram já início no COVIDRIVE e prosseguirão nos próximos dias.

Fomos uma das poucas autarquias do país a avançar com o rastreio do pessoal docente e não-docente das Escolas Secundárias, apesar de não ter sido considerada prioritária a testagem destes profissionais a nível nacional, afirma o Presidente do Município, Vítor Pereira.

A Câmara Municipal não se pronunciou sobre as dificuldades que alguns estudantes tiveram de regressar às aulas presenciais devido ao problema de horário do transporte público.

Na Escola Secundária Campos Melo, a diretora Isabel Fael informou que a ausência de um aluno por falta de transporte foi levada ao conhecimento da unidade por um diretor de turma. Já na Quinta das Palmeiras, segundo o sindicato, estudantes que entraram mais cedo foram obrigados a permanecer mais tempo da escola por não haver autocarro para voltar à casa.

Aline Grupillo

Jornalista com 20 anos de experiência em jornalismo televisivo no Brasil. E-mail: jornalismo@redevivacidade.com