Entrevista: Portugueses partilham mais fake news do que informação verificada

País é mais vulnerável sem plano de regulação para as Redes Sociais A constatação é

Entrevista: Portugueses partilham mais fake news do que informação verificada
FOTO: Benjamin Reis

País é mais vulnerável sem plano de regulação para as Redes Sociais

Repórter do DN fala sobre desinformação ao Viva Covilhã

A constatação é um dos assuntos tratados no livro “Fábrica de Mentiras: viagem ao mundo das fake news”, escrito pelo repórter do Diário de Notícias, Paulo Pena. Durante um ano, o jornalista investigou a divulgação e partilha de notícias falsas nas Redes Sociais em Portugal e chegou a conclusões surpreendentes.

Nesta entrevista, dada ao Viva Covilhã durante o 2º Encontro de Ciberjornalismo Académico da Universidade da Beira Interior, Paulo Pena explica como uma desinformação pode atingir, pelo menos, três milhões de portugueses em poucos minutos. Na conversa, fala também dos riscos que os utilizadores correm ao partilhar fake news, dos impactos sociais provocados pelas notícias falsas e da necessidade em se desenvolver a literacia mediática já nas escolas.

Os factos da atualidade, a exemplo do coronavírus, têm demonstrado a necessidade de uma discussão ampla e profunda do tema, especialmente pelos órgão de comunicação, que, por vezes, não conseguem contribuir para o combate à desinformação ao publicar notícias descontextualizadas ou que buscam apenas o aumento da audiência nas redes sociais. Nesse contexto, o papel do jornalismo é, portanto, o ponto central desta discussão.

Aline Grupillo

Jornalista com 20 anos de experiência em jornalismo televisivo no Brasil. E-mail: jornalismo@redevivacidade.com