Estado de Emergência

Covilhanenses pedem alargamento de medidas a todas as famílias

Fatura de água terá 50% de desconto e pagamento alargado

Covilhanenses pedem alargamento de medidas a todas as famílias
Câmara Municipal. FOTO: acervo Viva Covilhã

Atualizado a 21 de março, às 14h40

A reunião ordinária da Câmara Municipal da Covilhã foi por vídeoconferência, ocorreu na manhã desta sexta-feira (20), mas o despacho com os pormenores das medidas emergenciais a serem adotadas no cencelho só foi divulgado por volta das nove da noite pela comunicação. Segundo o documento, as medidas são “excecionais e temporárias” e tem por obtivo dar “resposta à crise atual, que se prevê ocorra com maior incidência nos próximos tempos”.

Entre as medidas de caráter geral estão a suspensão de processos de execuções fiscais e de contraordenações, a suspensão de taxas e encargos de cobrança por atrasos no pagamento, a suspensão por aplicações de juros de mora por atrasos no pagamento e a isenção de cobrança do estacionamento tarifado.

CONFIRA O DESPACHO

Também foram anunciadas as medidas que deverão vigorar para as pessoas singulares e agregados familiares. Foram contempladas apenas as famílias consideradas em “carência económica”, categoria que inclui as famílias que comprovem redução de rendimento motivado pelo apoio dimiciliário aos filhos e outros dependentes; ou pela redução do ordenado em caso de layoff das empresas. Nesses casos, fica assim definido:

  • Alargamento do prazo para pagamento de faturas emitidas pela Águas da Covilhã, relativas aos meses de março e abril, em 10 dias úteis
  • Desconto na fatura de 50% (até o valor máximo de 10 euros)

Pelas redes sociais, munícipes expressaram o descontentamento com as medidas, que segundo eles “deveriam ser estendidas à toda a população”. Em carta aberta enviada ao Viva Covilhã, o munícipe Sérgio Santos argumenta que o concelho é caracterizado pela “política dos baixos salários” e por isso expressa assim sua preocupação:

“(…) estando já tanta gente em casa e muito provavelmente a partir de hoje vai ficar o resto da população, já está na hora de o sr. presidente agir e à semelhança de outras autarquias do país, tomar algumas medidas para salvaguardar a população que no final deste mês vai ficar com um rendimento mais reduzido”, escreve Sérgio.

O despacho também traz medidas de apoio às empresas e aos trabalhadores independentes, relativamente ao pagamento do mês de abril. Empresas com volume de negócios de até 10 milhões de euros poderão fazer o pagamento fracionado em até três prestações mensais sem juros. Para aquelas com volume de negócio superior aos 10 milhões de euros, o benefício será válido caso comprovem a diminuição de, pelo menos, 20% desse volume. Tanto para as famílias quanto para as empresas, as medidas vigoram por um mês.

O Viva Covilhã procurou a comunicação da Câmara para obter o retorno sobre os pedidos dos munícipes, mas ainda não recebeu respostas.

Aline Grupillo

Jornalista com 20 anos de experiência em jornalismo televisivo no Brasil. E-mail: jornalismo@redevivacidade.com