Futuro dos media regionais em debate na Covilhã

Associação Portuguesa de Imprensa conversou com Re/media.Lab e jornais locais sobre o assunto Qual o

Futuro dos media regionais em debate na Covilhã
FOTO: Pedro Jerónimo/Re/media.Lab

Associação Portuguesa de Imprensa conversou com Re/media.Lab e jornais locais sobre o assunto

Qual o futuro do jornalismo regional em Portugal? Que medidas o governo pode tomar para auxiliar na sustentabilidade dos media? Estes serão alguns dos assuntos da reunião que a Associação Portuguesa de Imprensa (API) terá com a Secretaria de Estado do Cinema, Audiovisual e Media na próxima semana em Lisboa. Antes, dirigentes da API estiveram em Covilhã para recolher sugestões sobre o futuro da imprensa local.

A reunião foi na quinta-feira (14) na Universidade da Beira Interior e abriu com a apresentação do Media Veritas, programa de literacia mediática da entidade. Em seguida, representantes do projeto Re/media.Lab – Laboratório e Incubadora de Media Regionais da universidade e de jornais da região conversaram com os dirigentes para apresentar reivindicações e sugestões da região.

Ações como a assinatura de um ano de jornais locais para jovens, mudanças na legislação da publicidade estatal foram algumas das propostas apresentadas durante a reunião. Estiveram presentes representantes do Jornal do Fundão, Notícias da Covilhã, Reconquista (Castelo Branco) além do Viva Covilhã, projeto associado ao Re/media.Lab.

Investigador do Re/media.Lab, Pedro Jerónimo, ressaltou a importância da API visitar as regiões, conhecer os profissionais nos media regionais e buscar sugestões com quem vive esta realidade. Quanto ao papel do Estado no futuro dos media, Jerónimo defende que o governo oiça bem as entidades que representam a comunicação social no país.

O apoio do Estado não precisa ser apenas investimento financeiro, dinheiro. O Estado, por exemplo, já teve o Portal da Imprensa Regional, que garantia aos media regionais uma presença digital. Esta medida acabou e nós, do Re/media.Lab, questionamos o governo se tinha intenções de reabilitar o Portal. Eles responderam que não, porém, entendemos que ele pode ser uma resposta aos meios de menor dimensão, no sentido de também eles poderem ter uma presença digital , afirmou Jerónimo.

Presidente da API, João Palmeiro considerou positivo a conversa com o Re/media.Lab e os jornais locais sobre as ideias para serem levadas ao governo. Palmeiro defende uma união dos jornais regionais, sobretudo os menores, para que, em forma cooperativa, possam buscar seu espaço no mercado nacional como um órgão ampliado e significativo,

Tudo que estamos a fazer para trazer novas perspectivas de sustentabilidade aos jornais regionais só vai surtir efeito se eles se organizarem, entenderem que a produção dos conteúdos e os estatutos editoriais continuam autónomos e independentes. Mas todo o resto, a publicidade ,a posição da empresa do mercado, isso precisa ser feito em conjunto, em cooperação. Eles precisam ser apresentar não como um jornal pequeno independente, mas um grupo mais alargado, que representa seus leitores e comunidades, explicou Palmeiro.

Giovanni Ramos

Pesquisador de media regionais, atua no jornalismo desde 2005. E-mail: web@redevivacidade.com