O maior Festival da Cherovia de sempre

Serão 83 espaços no Centro Histórico da Covilhã Mais tasquinhas, um espaço ainda maior, muitas

O maior Festival da Cherovia de sempre
Centro histórico da Covilhã lotado para o festival. FOTO: Arquivo Câmara Municipal

Serão 83 espaços no Centro Histórico da Covilhã

Mais tasquinhas, um espaço ainda maior, muitas novidades culturais e mais de mil artistas participantes. A 12ª edição do Festival da Cherovia será o maior de sempre na organização. O festival ocorrerá entre os dias 19 e 22 de setembro e o Viva Covilhã! fará uma grande cobertura durante todo o evento.

Entre as atrações confirmadas para o festival estão a presença de 83 espaços reservados, com tasquinhas, produtos típicos, artesanato, live cooking, um encontro de tunas académicas, um festival de folclore e um festival de bandas filarmônicas. A festa, que tem a organização da Banda da Covilhã em parceria com a Associação Cultural Desertuna, terá dois palcos e mais as animações de rua nos quatro dias da festa.

“Todo ano , nós aumentamos o espaço do festival, uma rua, um largo novo. Este ano, vamos expandir até a Rua Jornal Notícias da Covilhã, que é paralela a Rua Alexandre Herculano.”, comenta Eduardo Cavaco, presidente e diretor artística da Banda da Covilhã.

Quanto a expectativa de público, Cavaco reforça que a qualidade do evento é mais importante. Em 2018 foram cerca de 50 mil pessoas no Centro Histórico da Covilhã e a organização acredita que os números podem se repetir, principalmente se o tempo colaborar.

Cavaco reforça ainda, o caráter de inovação do festival, aliado a tradição de uma gastronomia típica da Beira Interior. Isto porque os participantes das tascas preparam receitas novas com a cherovia. Essas receitas serão a disposição do público no festival e ainda participarão de um concurso de melhor prato no sábado.

Atrações artísticas

O encontro de Tunas Académicas será na quinta-feira (19) à noite e terá a presença de seis tunas, sendo quatro da Universidade da Beira Interior e de duas da região. Para o integrante da Desertuna, Augusto Domingues, a realização deste encontro dentro do festival une a cultura típica regional com a cultura dos estudantes. “Integra a universidade a cidade. São mais de 300 participantes nas sete tunas”, afirma.

As tunas ainda tocarão pela festa também na sexta-feira (20). No sábado, é a vez das bandas folclóricas subirem ao palco. Serão cinco grupos do país que se apresentarão. No domingo (22) é a vez das bandas filarmônicas se apresentarem na Cherovia. O festival vai começar às 10h em frente a Banda da Covilhã

A Cherovia e o festival

O Festival da Cherovia é uma iniciativa do Eduardo Cavaco, professor do Departamento de Ciências Médicas da Universidade da Beira Interior e presidente e diretor artístico da Banda da Covilhã.

Ele conta que não é natural da Covilhã e teve a ideia do festival após experimentar um prato a base de cherovia.

“Foi no bar da Banda da Covilhã que eu vi pela primeira vez uma travessa com cherovias preparadas na forma tradicional. Eu fiquei logo apaixonado. Isso foi em 2006. Em 2007, eu tive a ideia de organizar o festival”, comenta Cavaco.

Cavaco lembra que a chevoria está na região há mais de 200 anos e Covilhã é o maior produtor nacional. E que a produção do tubérculo, que estava quase esquecida na cidade, voltou a ter uma grande produção.

Giovanni Ramos

Pesquisador de media regionais, atua no jornalismo desde 2005. E-mail: web@redevivacidade.com