VivArte #4 – Balé na Covilhã

Confira as dicas para o final de semana A apresentação do Kayzer Ballet nesta sexta-feira

VivArte #4 – Balé na Covilhã
IMAGEM: Benjamin Reis

Confira as dicas para o final de semana

A apresentação do Kayzer Ballet nesta sexta-feira (15) e sábado (16) na Universidade da Beira Interior é a dica do Viva Covilhã para este final de semana.

Vai ficar em casa? Veja o que ler, ver e ouvir…

VER E OUVIR > Pina, dança e música

Por Maurília Gomes

Pina, lançado em 2011, é um filme documental em homenagem à bailarina e coreógrafa Pina Bausch que consagrou-se como um dos mais importantes nomes da dança contemporânea. A artista alemã faleceu durante a preparação do documentário em 2009, o que fez o diretor Wim Wenders cancelar a produção, que logo foi retomada para atender aos pedidos dos bailarinos da Tanztheater Wuppertal – companhia de dança-teatro fundada em 1973 por Pina Bausch que a dirigiu até sua morte.

As sequências de dança, em espaços fechados ou ar livre, são impressionantes. Além disso, os depoimentos de bailarinos que trabalharam com Pina que reforçam sua marca estética, artística e cultural, bem como o caráter revolucionário de sua obra para o mercado da dança. O documentário artístico alemão em 3D foi nomeado ao Oscar 2012 na categoria Melhor Filme Estrangeiro.

E é deste filme que vem também a nossa dica de música desta semana. A banda sonora de Pina é um álbum dançante, envolvente e diversificado. As coreografias do documentário são embaladas por composições de sonoridades variadas que transitam entre estilos modernos e clássicos como a versão da Orquestra de Câmara Inglesa para O Let Me Weep, For Ever Weep, de Henry Purcell.

Entre os compositores, destacam-se: o japonês Jun Myiake – que também foi colaborador da obra de Pina, nomeadamente em peças como Rough Cut (2005), Vollmond (2006), Sweet Mambo (2008), Como El Musguito na La Piedra, Ay Si Si … (2009) – com Lillies of the ValeyThe Here and After e All Names e o alemão Thom Hanreich, autor de seis das 15 músicas do álbum, incluindo as faixas de abertura e de fechamento, Pina e Shake It respetivamente.

E não poderia deixar de citar a faixa Os Meus Olhos, fado de Germano Rocha, português reconhecido internacionalmente e radicado no Canadá. Vale à pena conferir!

1. Pina (Thom Hanreich)
2. Lilies of the Valley (Jun Miyake)
3. Glasshouse (Thom Hanreich)
4. Bahamut (Hazmat Modine)
5. Rooftop (Thom Hanreich)
6. La Prima Vez (Owain Phyfe)
7. O Let Me Weep, For Ever Weep (The English Chambr Orchestra)
8. Os Meus Olhos (Germano Rocha)
9. Tied Down (Thom Hanreich)
10. The Here and After (Jun Miyake)
11. Mémoires du Futur (René Aubry)
12. My One and Only Love (Thom Hanreich)
13. All Names (Jun Miyake)
14. Fat Ass Joint (Cujo – Amon Tobin)
15. Shake it (Thom Hanreich)

LER > O Retrato do Artista Quando Jovem

Por Giovanni Ramos

Ulisses é a grande obra literária do escritor irlandês James Joyce, considerado por muitos críticos, como a grande obra do século XX. Ulisses narra a saga de Leopold Bloom, mas um dos personagens principais da obra, Stephen Dedalus, já havia sido protagonista em outro romance do irlandês.

O Retrato do Artista Quando Jovem conta a história de Dedalus, decidido a ser escritor, mas que precisa enfrentar seus demónios e os agentes da sociedade que oprimem sua imaginação: a escola e a Igreja Católica.

Trata-se de uma obra quase auto-biográfica onde Joyce descreve seus conflitos pessoais e com a sociedade de Dublin, onde viveu, para tornar-se o artista que se tornou. Publicado pela primeira vez em 1916, Retrato do Artista Quando Jovem traz elementos narrativos originais de Joyce, que mais tarde são consagrados em Ulisses.

Portanto, O Retrato é visto como uma obra obrigatória para ler Ulisses: tanto nas ténicas narrativas, quando no cenário aprensado pelo protagonista, presente nas duas obras.

ONDE LER > Bertrand

Giovanni Ramos

Pesquisador de media regionais, atua no jornalismo desde 2005. E-mail: web@redevivacidade.com